Amazon Prime Video chega ao Brasil para concorrer com a Netflix

A Amazon anunciou nesta semana o lançamento do seu serviço de assinatura de streaming de vídeo no Brasil, o Prime Video – hoje o principal concorrente da Netflix nos EUA.

A estratégia de lançamento prevê assinatura a US$ 3 (cerca de R$ 10, metade do valor da Netflix) nos primeiros 6 meses. Depois, o valor sobe para US$ 5,99.

Como a Netflix, o Prime Video também produz séries exclusivas – The Man in The High Castle (baseado em um conto de Philip K. Dick), Mozart in the Jungle (com Gael García Bernal), Transparent e The Grand Tour, dos ex-Top Gear Jeremy Clarkson, Richard Hammond e James May. Contudo, o catálogo que chega ao Brasil é limitado.

Como vantagem, a Amazon conta com seu próprio serviço de armazenamento de dados e computação em nuvem (AWS).

Outro ponto, como notou reportagem da Época online, diz respeito à lucratividade do negócio – como tem a gigante Amazon por trás, o Prime Video não necessariamente precisa trazer lucro rápido. Um estudo mostrou que assinantes do serviço de streaming gastam mais com outros produtos vendidos pela empresa.

Os impactos do fim do boleto sem registro

Você já deve ter lido sobre o fim do boleto sem registro – isto é, que o boleto não registrado vai acabar da forma como existe. A Febraban informa que a ideia da Nova Plataforma de Pagamentos é “aperfeiçoar o modelo atual com mecanismos que trazem mais controle e segurança a esse meio de pagamento”, de forma a garantir maior confiança e comodidade aos consumidores. O projeto nasceu há 3 anos e vai começar pra valer em janeiro de 2017. Na prática, o boleto registrado vai ser a norma.

Neste artigo, falamos sobre:

  • O que é o projeto Nova Plataforma de Cobrança
  • Um resumo rápido das mudanças
  • Cronograma de validação dos boletos registrados na nova plataforma
  • Impactos para quem emite boleto sem registro
  • O que muda para quem emite boleto com registro
  • A palavra da Febraban e entrevista com Walter Tadeu de Faria, diretor-adjunto de Negócios e Operações da Febraban
  • A rotina ao usar um intermediador de pagamento

O principal ponto que levou ao projeto foram as fraudes, que movimentaram uma verdadeira economia paralela, com quadrilhas especializadas no assunto e muita dor de cabeça para clientes e bancos.

A Febraban informa que as fraudes cresceram em um ritmo tão rápido que o Banco Central exigiu que os bancos melhorassem o produto, caso contrário seria extinto. Em 2014, foram R$ 159 milhões em fraudes. Em 2015, R$ 374 milhões e a estimativa para 2016 é de R$ 523 milhões.

Outro ponto alegado pela Febraban para a reformulação do boleto são as inconsistências – quando o valor ou data de um boleto é alterado de forma deliberada, por exemplo.

Segundo a entidade que representa os bancos, são emitidos hoje cerca de 3,6 bilhões de boletos por ano no Brasil, sendo 40% deles sem registro. Então, muitas empresas serão afetadas com esta mudança.

Os bancos pararam de oferecer a carteira sem registro para os clientes a partir de junho de 2015. Para quem já tinha esta carteira, o procedimento continuou normal. Mas, para 2017, os boletos sem registro só poderão ser recebidos no banco emissor.

Um resumo das mudanças

  • Dados cadastrais do pagador deverão estar completos – nome/razão social, CPF/CNPJ e endereço;
  • Não serão mais aceitos boletos sem valor ou sem vencimento;
  • Bancos poderão cobrar mais taxas, como registro, liquidação, permanência e baixa;
  • O erro vai ficar mais caro, pois os bancos poderão cobrar por cada ação – registro, baixa etc.
  • O boleto precisará ser registrado antes do pagamento – ou pelo menos no mesmo dia até o cronograma ser implementado. Registro e pagamento no mesmo dia funciona (por enquanto), pois o banco processa o registro antes da compensação;
  • Vai haver mais estornos automáticos por inconsistência. O estorno ocorrerá automaticamente na compensação ou imediatamente no pagamento;
  • Um CNPJ fraudador poderá ser bloqueado imediatamente, em vez de em alguns dias como ocorre hoje;
  • Informações de juros e multa serão atualizados automaticamente no momento do pagamento, não sendo necessário atualizar o boleto;
  • Opções de juros, multa e principalmente desconto vão ser limitados aos padrões dos bancos;
  • Ao emitir ou alterar um boleto você terá que registrar no banco usando um arquivo CNAB 240 ou CNAB 400. Terá que aguardar a confirmação que vem em um arquivo retorno CNAB 240 ou 400 no dia seguinte, normalmente junto com as baixas;
  • Na prática, o banco vai automatizar a parte dele e jogar todos os erros para as empresas que precisarão se adequar a trabalhar com o novo boleto.

A plataforma vai validar todos os dados boletos conforme as datas abaixo.


Faixa Início da validação
> = R$ 50.000 13.03.2017
R$ 49.999,99 – 2.000,00 08.05.2017
R$ 1.999,99 – 1.000,00 12.07.2017
R$ 999,99 – 500,00 17.09.2017
R$ 499,99 – 200,00 21.10.2017
< = R$ 199,99 15.12.2017

Se você emite boleto sem registro

Se quiser que todos os seus clientes paguem seus boletos em qualquer banco, você terá de contratar um novo convênio – agora com registro. Se você vai emitir seus boletos por um banco e usa um software de gestão, deverá homologar e validar a emissão dos boletos junto ao gerente ou departamento técnico que cuida disso. Em teoria, não tem muito segredo ou complicação. Se optar por usar um facilitador de pagamentos como a Conta de Recebimento, a homologação é imediata e você vai pagar um valor fixo por boleto liquidado.

Se você já emitiu boletos para 2017, no caso de carnês, por exemplo, vale a pena o cuidado de informar seus clientes que eles só poderão pagar no banco emissor (no caso, o seu banco). A melhor saída talvez seja emitir novos boletos, agora com registro.

É importante destacar que, na modalidade registrada, é necessário enviar ao banco um arquivo (conhecido como remessa) que contém as informações dos boletos a serem registrados.

Se você usa a Conta de Recebimento, que está integrada ao Superlógica, fique tranquilo: este processo será automático – não será preciso manusear arquivos e enviá-los ao banco.

Os bancos podem cobrar uma série de taxas nas carteiras registradas – como registro, liquidação, permanência, protesto, baixa manual e pedido de alteração de dados. Por isso, fique atento ao valor total da operação.

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Se você emite boleto registrado (com registro)

Os novos boletos serão registrados em uma plataforma compartilhada entre os bancos. Em teoria, o registro do boleto deve acontecer antes do pagamento. Porém, como os bancos não possuem APIs para registrar os boletos em tempo real, registrar no mesmo dia do pagamento será o suficiente, pelo menos por enquanto.

Então, nada de muito drástico muda para quem já emite boletos com registro e  possui rotina de enviar diariamente uma remessa ao banco com as informações dos boletos.

Para clientes do Superlógica que utilizam a Conta de Recebimento, o processo de migração para a carteira com registro acontecerá muito em breve. Esta mudança não trará nenhum custo excedente, trabalho adicional ou perda de produtividade. O envio da remessa será automático, bem como o processamento do retorno.

A palavra da Febraban sobre o fim do boleto sem registro

“A Nova Plataforma de Cobrança trará benefícios para o consumidor e para a sociedade, como maior facilidade no pagamento de contas vencidas, além de evitar o envio de boletos não autorizados”, afirma Walter Tadeu de Faria, diretor-adjunto de Negócios e Operações da Febraban, em comunicado oficial.

De acordo com o diretor, o sistema atual precisava ser atualizado com novos processos e tecnologias. Dentre os benefícios, a Febraban aponta o pagamento após vencimento em qualquer agência bancária, redução de inconsistências de dados, evitará pagamento em duplicidade e vai permitir a identificação do CPF do pagador, o que vai facilitar o rastreamento de pagamentos e, por consequência, reduzir as fraudes.

Por norma do Banco Central, dados como CPF ou CNPJ do emissor e do pagador, data de vencimento e valor serão obrigatórios.

No momento do pagamento do boleto, será feita uma consulta à Nova Plataforma para a checagem das informações. Se os dados do boleto e do sistema baterem, a operação é validada. Se houver qualquer divergência, o pagamento não será autorizado – e o cliente poderá realizar o pagamento apenas no banco emissor da cobrança.

O comunicado da Febraban informa que a Nova Plataforma conta com cruzamento de informações para evitar inconsistências de pagamento, identificação do CPF do pagador do boleto para fins de controle de lavagem de dinheiro e maior transparência na relação com o consumidor, na medida em que melhora os controles dos boletos facultativos (boletos de proposta), que são enviados sem autorização por parte do cliente.

Por fim, a Febraban  destaca que o produto continuará contando com o código de barras com 44 posições, o que não acarretará em mudança dos leitores óticos que os emissores contam atualmente.

No vídeo abaixo, Walter Tadeu, da Febraban, fala sobre a nova plataforma no 1. Congresso Nacional de Provedores, que aconteceu em Olinda, em setembro/2016.

“O próximo passo é acabar com o boleto físico”

O próximo passo é acabar com o boleto físico

Walter Tadeu de Faria, diretor-adjunto de Negócios e Operações da Febraban, conversou com a Superlógica sobre os principais pontos relacionados à nova plataforma. Segundo ele, o próximo passos dos bancos é acabar com o boleto físico. “O mundo é digital”. Abaixo, os principais trechos da entrevista.

Quais motivos levaram a Febraban a criar o projeto da nova plataforma?

A cobrança bancária da forma como a conhecemos existe desde a década de 1990, quando foi colocado o código de barras e passou a ser interbancária. De lá pra cá, não houve nenhuma atualização tecnológica. O sistema financeiro entendeu que era o momento de uma atualização na cobrança, visto que hoje o mundo é totalmente digital e a cobrança continua física. Então, o que foi feito? Nós iniciamos estudos para ver qual era a melhor forma de trazer a cobrança para o mundo digital. E a forma que encontramos foi a nova plataforma de cobrança que estamos implementando.

Em um primeiro momento, o boleto físico continuará existindo, mas nós pretendemos, mais à frente (ainda não temos visão desse horizonte ainda), passar a ser tudo eletrônico, sem a necessidade de eu por exemplo receber o boleto impresso do meu condomínio. O próximo passo que a gente pretende dar é acabar com o boleto físico.

Nessa discussão toda, nós levamos em consideração principalmente as demandas do Banco Central. Em 2012 e 2013, o BC soltou duas circulares revisitando toda a norma da cobrança. Com base nessas normas e com base em outra circular de 2009, que exige que qualquer transação financeira tenha identificação do emissor e do pagador, nós partimos para a nova plataforma. Com essa mudança, a gente vai conseguir abarcar também o problema das fraudes, que nós estamos enfrentando nos últimos anos.

Olhando para o futuro, é possível esperar que o boleto seja totalmente online no Brasil? Como você enxerga isso?

O mundo é digital. O DDA já foi uma tentativa de acabarmos com o boleto físico – que infelizmente não vingou por conta do boleto sem registro. A partir da nova plataforma, a gente entende que o DDA deverá deslanchar e se tornar um produto mesmo – e funcionar 100% da forma que a gente tinha desenhado em 2009: apresentar e pagar eletronicamente os boletos, sem precisar ter o boleto (físico) nas mãos.

O DDA foi um produto que não teve muito sucesso. A nova plataforma foi uma forma de trazer o DDA (débito direto autorizado) com uma nova roupagem e nova tecnologia?

Quando discutimos o DDA, em 2009, a ideia já era partir para a eliminação do papel. Só que o DDA só funciona se a cobrança for registrada – se a cobrança for sem registro, não tem como identificar para quem é dirigido aquele boleto. Agora com a nova plataforma e conforme normativa do BC, a de que é preciso ter CPF ou CNPJ do emissor e do pagador e com o registro obrigatório, nós vamos implementar o DDA. Agora este projeto ganha força, com toda a certeza.

Com a nova plataforma sendo implementada, já é possível sentir a diminuição em fraudes. Ou ainda é muito cedo para falar isso?

Ainda é muito cedo. O projeto está em desenvolvimento, não está implementado ainda. O primeiro passo foi parar de oferecer a carteira sem registro. E agora nós estamos trabalhando na reversão da carteira sem registro para a carteira com registro. Isso vai acontecer no decorrer de 2017, com a última entrada em dezembro de 2017. No decorrer 2017 vamos ter ondas, que estamos chamando de roll out, em que boletos acima de determinados valores passarão a ser validados na base (interbancária), deverão estar registrados e ter CPF e CNPJ do emissor e do pagador.

Como você vê a receptividade dos bancos neste projeto? Nem todos os bancos estão engajados da mesma forma. Nós vemos claramente alguns bancos bem à frente e outros bem atrás.

Veja bem, todos os bancos que são emissores de boleto de cobrança estão dentro do projeto. Alguns estão adiantados, outros menos, mas todos fazem parte do projeto. Nós estamos acompanhando isso de perto.

Sobre boletos sem valor e boleto de proposta. Temos casos de empresas que captam doações, por exemplo. Essas empresas geram o boleto sem valor para deixar o pagador definir quanto vai pagar. Como você vê essa realidade para empresas que trabalham com doações?

Antes de falar sobre isso, eu queria fazer uma ressalva. Primeiro, se essas entidades continuam operando com boleto sem valor e boletos de proposta sem ter prévia autorização do cliente, estão operando totalmente fora das normas do BC. Desde 2012 o BC exige que se tenha data de vencimento, valor e, no caso de boleto de proposta, autorização prévia do pagador.

Para o terceiro setor, nós tivemos uma reunião há cerca de 1 mês e definimos como vai ser. O BC entende que o valor no boleto por ser R$ 0,00. Essas entidades, que são captadoras de recursos, poderão emitir boleto com o valor zerado. Mas, dentro do sistema de layouts, no momento em que o registro for feito no banco, esse boleto deverá ser registrado como sendo possível de recebimento com valor divergente (esse é o termo que está no layout) – e terá de ser definido qual o range (faixa) de recebimento que o boleto pode ter. Pode ser, por exemplo, de no mínimo R$ 10,00 e no máximo de R$ 1.000,00. Dentro disso, a pessoa poderá pagar qualquer valor.

Com relação ao boleto de proposta, uma circular do BC exige uma autorização prévia. Como esta autorização pode ser feita?

Desde que a empresa, se acionada pelo banco, tenha como comprovar a prévia autorização, a empresa pode usar o meio que achar melhor.

Os bancos vão oferecer sistemas online para registro imediato dos boletos? Imagine uma empresa que faz uma venda e precisa oferecer o boleto imediatamente ao cliente.

Os bancos estão disponibilizando sistemas online de registro, para o caso do e-commerce por exemplo. Eu comprei agora e já quero pagar – a empresa tem de mandar para o banco e já registrar na base e na plataforma, caso contrário não consigo pagar em um banco diferente do emissor. Então, os bancos já estão desenvolvendo ferramentas online de registro. No momento do pagamento, o sistema do banco vai na base consultar se aquele boleto de fato existe, se está registrado.

E se o boleto não existir ainda, isto é, não tiver sido registrado?

Eu não consigo pagar esse boleto interbancos. Eu só conseguiria pagar esse boleto se o banco que eu pagar fosse o mesmo que emitiu o boleto.

O pagamento então seria bloqueado na hora?

Na hora, não vai esperar a compensação. É na hora do pagamento. No roll out, a partir de março/2017, inicia-se a consulta na base para boletos acima de R$ 50 mil. A partir daí, o banco obrigatoriamente vai ter de ir na base consultar. E eu só vou conseguir pagar o meu boleto se as informações que existem na cobrança baterem com as informações do boleto que está registrado na base. Para boletos abaixo de R$ 50 mil, continua a vida como é hoje. Até dezembro de 2017 teremos ondas, de ordem decrescente de valores (para validação/consulta na plataforma interbancária) – até o final de 2017, todos os boletos deverão ser consultados na base e não vai haver exceção.

O que vai acontecer com quem já emitiu boletos sem registro para 2017 inteiro, por exemplo? Temos recomendado aos nossos clientes já emitirem na carteira registrada.

Se porventura as empresas já emitiram boletos sem registro para 2017, para o pagador não vai ter alteração. O boleto que ele tem na mão continua válido. O que vai mudar é que o emissor do boleto vai ter de comunicar o banco e vai ter de registrar esse boleto.

Ou seja, o cliente vai conseguir registrar aquele boleto sem registro que ele já emitiu, certo?

Certo, ele vai conseguir registrar. O documento que está na mão do pagador continua válido.

Queria abordar um pouco o tópico segurança. Como vai ser mais fácil para os bancos detectarem os fraudadores?

Pra começar, o boleto só vai ser pago se estiver registrado na plataforma. E, para registrar, a pessoa precisa ir ao banco, abrir uma conta corrente, oferecer toda a sua identificação, ter um convênio – os bancos têm um processo de conhecer o cliente antes de oferecer este produto. O diretor de abertura de conta corrente tem todo um processo de responsabilidade junto ao BC. Existe todo um cuidado para a abertura de contas. Então boletos só poderão ser emitidos por empresas que tenham conta corrente regular,  com tudo em ordem. Eu acredito que um fraudador não vai ter a cara de pau de emitir boletos sabendo que agora existe um processo de controle muito maior em cima dos boletos. Minha percepção é que ele não vai ter tanta facilidade pra fazer isso.

Um dos pontos que nossos clientes sempre levantam diz respeito às diversas taxas que os bancos podem cobrar na modalidade com registro – registro, liquidação, baixa, permanência, protesto etc. Isso porque o banco nem sempre deixa isso de forma transparente. Existe alguma recomendação da Febraban para os bancos neste sentido?

Com relação a tarifas que os bancos praticam, a Febraban infelizmente não pode falar a respeito. Aí é entre banco e cliente. A Febraban não pode entrar nessa discussão.

Opção para aumentar produtividade e reduzir custos

Totalmente integrado ao Superlógica, a Conta de Recebimento é um facilitador e meio de pagamento que já está preparado para esta nova realidade. O custo do boleto hoje é de R$ 2,50 por liquidação – e continuará assim na “virada de chave”, em janeiro de 2017.

A Conta de Recebimento é uma instituição de pagamento em conformidade com a Lei Federal 12.865/2013 e parte integrante da plataforma de pagamentos recorrentes da Superlógica.

Ao emitir os boletos através da Conta de Recebimento, não será necessário enviar arquivo de remessa (e nem de retorno) ao banco e nem realizar a conciliação de forma manual. Ambos os processos são 100% automáticos. A ideia é reduzir custos, trabalho manual e erros.

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O fim do boleto sem registro

Sim, o boleto sem registro como o conhecemos vai deixar de existir agora ao final de 2016. A notícia, divulgada no primeiro semestre de 2015, pegou muita gente de surpresa. Mas calma: nem todas as notícias são ruins (no final do post você vai entender).

ATUALIZAÇÃO. Entenda neste post todos os impactos do fim do boleto sem registro.

O Projeto Nova Plataforma de Cobrança, da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), tem o objetivo de trazer mais transparência ao mercado de pagamento. Mas o que está realmente por trás dessa iniciativa é a necessidade de os bancos reduzirem prejuízos advindos de fraudes de boleto. O golpe consiste em alterar o número do código de barras e desviar o pagamento para outra conta. Em geral, este golpe é feito através de um vírus no computador do consumidor final. No mundo físico, existem casos de quadrilhas que interceptam malotes e trocam os boletos originais por novos com outra numeração.

De acordo com dados da Febraban, cerca de 3,6 bilhões de boletos são emitidos anualmente no Brasil – sendo 40% deles sem registro.

Os bancos também sofrem com diversas inconsistências dos boletos sem registro, que acontecem quando um cliente muda, de forma deliberada, o valor de um boleto ou a data de vencimento. Cerca de 1 bilhão destas ocorrências são registradas por ano.

Desde junho de 2015 os bancos já não oferecem mais a modalidade sem registro para clientes novos.

O projeto vem sendo implementado em etapas:

  • Junho de 2015 – Fim de oferta (pelos bancos) da cobrança sem registro para clientes novos
  • Agosto de 2015 – Início da operação da base centralizadora de benefícios
  • Dezembro de 2016 – Término da migração das carteiras de cobrança sem registro para a modalidade registrada
  • Janeiro de 2017 – Início da operação da base centralizadora de títulos

Consta do projeto que nos boletos registrados será obrigatório constar o CPF ou CNPJ do pagador (sacado).

O próximo passo é acabar com o boleto físico

E como ficam os boletos sem registro?

De acordo com comunicado da Febraban, “os boletos de cobrança oriundos de cobrança sem registro somente poderão ser recebidos pelo Banco Beneficiário (emissor)”.

Ou seja: a cobrança sem registro não deixará de existir. Mas exigir que o boleto seja pago no banco emissor com certeza será um complicador para a operação.

O que esperar com o fim do boleto sem registro

O boleto sem registro é amplamente utilizado principalmente pela questão do custo, pago ao banco quando da liquidação do título (ou seja, não existe custo de emissão). Já o boleto com registro pode ter taxas como a de registro, da custódia e da liquidação, além do protesto (as taxas variam de banco para banco).

Para o e-commerce, pode ser algo danoso ao negócio. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), metade dos títulos não é pago – então o comerciante pode ter um custo bancário sem necessariamente ter concretizado a venda.

Para negócios de pagamentos recorrentes que usam a carteira sem registro para cobrar, pode haver um aumento de custos – porém, ao usar um serviço como a Conta de Recebimento, pode haver inclusive uma diminuição de custos (ver abaixo).

De acordo com comunicado emitido de Febraban em 18/06/2015, as principais vantagens do boleto com registro são:

  • Gestão da carteira (sabe quem pagou, o que pagou e quando pagou)
  • Conciliação e relatórios de gestão
  • Maior segurança e entrega eletrônica por meio do DDA – Débito Direto Autorizado
  • Uso dos boletos como lastro em operações de crédito
  • Maior comodidade, pois permite o pagamento vencido em qualquer banco pelo DDA ou pela atualização do boleto no site do banco emissor

Os dois primeiros nem chegam a ser benefícios, pois a parte da gestão e conciliação pode ser feita com um software como o Superlógica Assinaturas, sistema de gestão focado em negócios recorrentes.

Tarifas cobradas por bancos para carteiras com registro

O que normalmente os bancos cobram para carteiras de boleto com registro. É importante ressaltar que as taxas podem variar de banco para banco:

  • Ao registrar o título. Esse valor é cobrado no momento do registro do título, mesmo que a cobrança seja paga no seu escritório ou por algum outro motivo o boleto nunca seja pago.
  • Na liquidação do boleto. Quando o banco recebe o pagamento do boleto.
  • Taxa de permanência/manutenção. Após alguns tempos que o título fica aberto, o banco pode cobrar uma tarifa a mais sobre o boleto.
  • Alguns bancos têm a opção de auto baixar os títulos depois de uma determinada quantidade de dias do seu vencimento.
  • Pedido de alteração de dados. Se for necessário editar algum dado do boleto, alguns bancos cobram essa edição.

Boleto com registro e sem registro no Superlógica

O Superlógica está preparado para emitir tanto boletos em carteiras sem registro como em carteiras com registro, de praticamente todos os bancos brasileiros.

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As diferenças entre boleto sem registro e boleto com registro

As características do boleto sem registro:

  • Existe apenas uma taxa de liquidação (sem taxa de emissão);
  • Por conta disso, é mais barato emitir boleto sem registro do que com registro;
  • O banco não é informado da geração do boleto;
  • Responsabilidade de preenchimento, emissão, envio e cobrança é 100% da empresa;
  • O banco apenas transfere os valores após a identificação dos pagamentos.

As características do boleto com registro:

  • É cobrada uma taxa de emissão do boleto, mesmo que o cliente não pague. Dependendo do banco, pode cobrar tarifas de permanência e baixa do título;
  • O banco é informado, através de um arquivo de remessa, da emissão de novos boletos;
  • O banco pode cobrar e protestar o cliente.

A solução mais prática e conveniente: Conta de Recebimento

Se você ficou assustado com o aumento da burocracia e do custo para emitir boletos, saiba que existe uma alternativa que deixa a operação tão barata e simples como era com boletos sem registros: a Conta de Recebimento.

A Conta de Recebimento é um facilitador e meio de pagamento, totalmente integrado ao Superlógica, que já está preparado para esta nova realidade. O custo do boleto (que, a partir de janeiro/2017, será na carteira com registro) permanecerá o mesmo – ou seja: R$ 2,50 por boleto liquidado. Além disso, não haverá custo de emissão – apenas o de liquidação. E existirá também a possibilidade de protestar o título (a taxa será divulgada em breve no site).

A Conta de Recebimento é uma instituição de pagamento em conformidade com a Lei Federal 12.865/2013 e parte integrante da plataforma de pagamentos recorrentes da Superlógica.

Ao emitir os boletos através da Conta de Recebimento, não será necessário enviar arquivo de remessa (e nem de retorno) ao banco e nem realizar a conciliação de forma manual. Ambos os processos são 100% automáticos. A ideia é reduzir custos, trabalho manual e erros.

Porquê oferecer uma área do cliente em seu site ou plataforma

Sabe aquele trabalho que o seu time financeiro tem de ficar enviando segunda via de boleto ou nota fiscal para o cliente, que, no dia do pagamento, diz não ter recebido nenhum dos dois? Ou aquele trabalho de alterar dados cadastrais (como o e-mail) ou a forma de pagamento?

Pois bem. A área do cliente é um recurso fundamental que você deve usar em seu site ou plataforma, a fim de facilitar e agilizar este tipo de processo – e, claro, deixar o tempo do seu financeiro para atividades mais importantes. Imagine ter milhares de assinantes e precisar de pessoas para fazer esse trabalho manual?

A área do cliente permite ao seu cliente acessar uma página restrita (com login e senha) na qual ele pode resolver necessidades como as listadas acima – ou ainda verificar histórico de pagamentos, notas fiscais ou plano contratado.

Área do cliente do Superlógica

O Superlógica Assinaturas oferece uma área do cliente completa. Aliás, a área do cliente é uma das estratégias que indicamos para reduzir a inadimplência em pagamentos recorrentes – o próprio cliente consegue resolver pendências financeiras, sem depender de alguém para ajudá-lo.

Funcionalidades da área do cliente:

  • Alterar dados cadastrais, como nome, e-mail e endereço;
  • Alterar a forma de pagamento;
  • Pesquisar faturas em aberto e pagá-las (segunda via de boleto);
  • Consultar histórico de faturas já liquidadas;
  • Consultar notas fiscais emitidas;
  • Ver pedidos avulsos realizados;
  • Ver os planos contratados, cancelar ou contratar novos;
  • Enviar solicitações ao financeiro (via aplicativo de tickets).

Boleto inteligente facilita a vida do cliente

Além disso, outro recurso que ajuda (e muito) os processos é o do boleto inteligente. Com este recurso, o boleto, quando acessado através de uma URL, atualiza-se com a data do acesso – ou seja, se estiver atrasado, juros e multa são recalculados.

Facilita pro cliente e não toma tempo do time financeiro. Não há necessidade de solicitar segunda via do boleto. E, ainda por cima, educa o cliente a pagar antes do vencimento – ou arcar com os encargos de juros e multa.

Além disso, se o cliente pagar um valor menor (pagamento a menor), o Superlógica identifica e adiciona o valor no próximo mês.

Útil, não?

Página mostra estratégias sobre como reduzir a inadimplência

Como reduzir a inadimplência no meu negócio? Esta é provavelmente uma das principais perguntas que gestores financeiros e empreendedores fazem no seu dia a dia. Em se tratando de negócios com pagamentos recorrentes, esta questão é ainda mais forte.

Visando dar dicas práticas, criamos esta super página completa sobre como reduzir a inadimplência em negócios recorrentes.

Os 8 passos de como reduzir a inadimplência

No capítulo 1, mostramos como é fundamental ter um bom sistema de gestão dando apoio às ações contra a inadimplência, principalmente através de uma régua de cobrança bem amarrada.

Na parte 2, é dado ênfase ao acompanhamento diário dos dados de inadimplência, bem como de um painel com gráfico de aging.

A parte 3 fala diretamente da régua de cobrança, que deve utilizar e-mail, SMS e carta, para evitar a inadimplência e cobrar cobranças vencidas. É preciso ter mensagens para boleto bancário e cartão de crédito.

Oferecer uma área do cliente com facilidades é o foco do capítulo 4 – através desta área, o cliente tem acesso a praticidades como consulta e alterações de dados cadastrais, forma de pagamento, cobranças, nota fiscal, solicitações etc. Falamos também o boleto inteligente – que, sempre que acesso, está atualizado com juros e multa.

O capítulo 5 fala sobre suspensão automática, para quem oferece uma plataforma ou software as a service (SaaS). Além disso, abordamos a página inteligente do Superlógica, que cria uma experiência incrível e ajuda a combater a inadimplência, exibindo alertas de pendências financeiras.

O capítulo 6 é dedicado aos acordos – que, em muitos casos, é a única solução disponível para resolver a inadimplência. Mostramos também como é possível fazer isso no Superlógica.

O capítulo 7 traz dicas rápidas sobre como combater a inadimplência: política de cobrança, entender os tipos de devedores, cobrar por telefone ou através de empresa de cobrança.

A parte final destacas as ferramentas que o Superlógica oferece para combater inadimplência – painel, relatórios, régua de cobrança, suspensão automática, área do cliente, acordo, tickets etc.

Clube de assinatura Dollar Shave Club é vendido por US$ 1 bi para Unilever

Wow! Grande notícia. A Unilever, dona de marcas como Dove e Axe, anunciou a compra do clube de assinatura Dollar Shave Club, que comercializa assinatura de lâminas de barbear e outros produtos masculinos, por US$ 1 bilhão.

O CEO da empresa, Michael Dubin, famoso por fazer os próprios vídeos de divulgação, vai continuar à frente do negócio e se reportar diretamente ao board da Unilever.

A Fortune noticia que a aquisição deverá ajudar a empresa a expandir de forma mais rápida em novas regiões e melhorar significativamente a distribuição nos mercados onde a firma já atua.

A Dollar Shave Club, que iniciou as operações em 2012, informa ter mais de 3,2 milhões de assinantes em 3 países (EUA, Canadá e Austrália). Em 2015, teve um faturamento de US$ 152 milhões (ainda sem lucros) – em 2016, deve superar US$ 200 milhões.

A caixa da Dollar Shave Club

A caixa da Dollar Shave Club

De acordo com o Euromonitor, a Dollar Shave Club teve 5% de participação no mercado dos EUA em 2015, contra 59% da Procter & Gamble (dona da Gillette). A participação da P&G, aliás, era de 71% em 2010.

A Dollar Shave Club viralizou há alguns anos com o vídeo de divulgação da marca, no qual o CEO, Michael Dubin estrela. Veja o vídeo no topo deste post.

Como a Dollar Shave Club chegou onde chegou?

O embrião da DSC nasceu em 2010, quando Michael Dubin (o futuro CEO) conheceu Mark Levine. Ambos conversaram sobre como era frustrante e caro comprar lâminas de barbear.

Dubin tinha experiência em mídia e marketing e Levine contava com experiência em fabricação e sabia como produzir lâminas de baixo custo. Ambos se juntaram para criar a Dollar Shave Club e inovaram este mercado centenário e bilionário.

O investimento inicial na empresa foi de US$ 35 mil dólares.

Mas o que fez a DSC crescer de maneira tão rápida? Um dos pontos certamente foi o posicionamento que a empresa adotou – e, claro, sua comunicação marcante. A DSC soube misturar, com maestria, humor, praticidade, custo/benefício e inovação.

Our blades are fucking great!

O slogan não poderia ser mais claro: Our Blades Are Fucking Great!

David Pakman, da Venrock e um dos primeiros investidores do negócio, em um post no seu site, disse que Dubin entendeu como usar conteúdo e conversa como marketing em uma era em que as marcas ainda estão gritando com seus consumidores com anúncios na TV, adquiridos sem conhecimento do público-alvo. “Ele acreditou em transparência, fazer grandes produtos, e colocar conveniência e valor em primeiro lugar”.

O vídeo que rendeu 12 mil pedidos em 48 horas

A primeira versão do site da empresa foi lançado em julho de 2011. A Dollar Shave Club conquistou, em 6 meses, mil assinantes – basicamente fazendo um trabalho de relações públicas com mídia e blogueiros.

O famoso vídeo que viralizou (veja no topo deste post) foi idealizado em outubro de 2011, custou cerca de 4,5 mil dólares e foi ao ar em março de 2012. Ter estudado comédia de improviso rendeu a Dubin bons frutos – o vídeo foi um grande sucesso e gerou 12 mil pedidos nas primeiras 48 horas, além de ter derrubado o servidor do site.

Este vídeo ajudou a empresa a captar seu primeiro US$ 1 milhão em capital semente de 9 investidores, incluindo Andreessen Horowitz, em março de 2012.

Preço, planos e indicações

Sem dúvida uma das coisas que mais chama a atenção no modelo de negócios da DSC é o preço do plano mais barato: 1 dólar. Sim: 1 dólar no plano The Humble Twin, que dá direito a duas lâminas de aço inoxidável.

É claro que é a isca para conquistar e fazer upselling para os outros dois planos (The 4x, por US$ 6 e The Executive, por US$ 9).

E também cross-sell: ainda no momento da assinatura, é possível comprar creme de barbear, gel pós-barba e creme para o cabelo. Quer algo a mais? Eles também oferecem bundles com lâminas, creme de barbear e pós-barba.

Assinantes ganham créditos de 5 dólares por indicações bem sucedidas.

Investidores entram no barco

A Dollar Shave Club levantou pelo menos US$ 160 milhões em 5 rounds de investimento, de 18 investidores – Forerunner Ventures, Venrock, Technology Crossover Ventures, Andreessen Horowitz e Kleiner Perkins Caufield & Byers. Antes de ser vendida, em 2015, a empresa foi avaliada em US$ 539 milhões.

Com grana nos cofres, a empresa começou a investir mais em mídia paga, como em anúncios na televisão. Um deles mostra como comprar lâminas na farmácia poderia ser algo complicado. As (caras) lâminas ficam trancadas em compartimentos e é preciso da ajuda de algum vendedor. Caso o cliente tente abrir o compartimento sozinho, toma um choque.

O contra-ataque da P&G e da Gillette

Tamanho sucesso não passaria despercebido pela concorrência – no caso, a Procter & Gamble (PG), dona da Gillette. A P&G abriu duas frentes nesta batalha.

Em junho de 2015, a Gillette lançou a Gillette Shave Club, como tentativa de concorrer com a Dollar Shave Club.

No final de 2015, a segunda frente foi a judicial. A Gillette entrou com uma ação judicial contra a DSC alegando violação de patentes – porém, a DSC não produz os produtos, apenas revende. A fabricante das lâminas é a Dorco e ela não é  sequer mencionada no processo.

Assinatura de produtos funciona?

Entra ano, sai ano – e os clubes de assinaturas nascem e morrem. Porque este modelo é tão difícil de obter sucesso e ganhar escala?

Já fizemos um post aqui no blog sobre os clubes de assinaturas estão fazendo sucesso no Brasil.

Praticidade. Um dos pilares do modelo de assinatura de produtos é a praticidade. Caso o serviço não seja útil ou não cumpra alguma lacuna específica, dificilmente vai ter sucesso e durar.

Curadoria. Em muitos mercados, como bebidas (vinho, cerveja, café), o foco deve estar na curadoria. Se o cliente receber mais do mesmo, não seguirá assinante.

Retenção. Como ficou claro, na economia da recorrência, o grande desafio é reter o cliente, pois gasta-se muito para atraí-lo. Sem clientes fiéis, não há negócio sustentável no longo prazo. Dito isto, é importante entender o que faz o cliente permanecer assinante.

Preço. O preço que está na página de vendas é compatível com o encontrado no mercado? Porque pagar a mais por um produto? A empresa deve achar o melhor approach, dependendo do posicionamento do produto (praticidade x curadoria).

Fornecedores. Ter um clube de assinatura de produtos significa que você vai ter de lidar e negociar com fornecedores – de grandes marcas a pequenos produtores.

Distribuição. Além de comprar os produtos, outro grande gargalo costuma ser a distribuição. Quem vai entregar? A empresa vai receber os produtos e estocar? Ou o próprio fornecer será o responsável por entregar os produtos?

Gestão. Outro ponto sensível é a gestão das assinaturas e pagamentos recorrentes. Quem mexe com assinaturas sabe o quão complexa a gestão pode se tornar – planos, contratos, migrações, métricas, formas de pagamento etc.

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Referências e fontes de consulta

[E-book] Boas práticas para gestão de assinaturas e serviços recorrentes

Tudo o que você precisa saber num só lugar

Criamos em parceria com a Resultados Digitais e a Comunique-se Digital,
um guia completo com tudo que você precisa saber sobre gestão de assinaturas serviços recorrentes.

  • Por que negócios recorrentes são diferentes?
  • Marketing, Vendas e Customer Success: quais as melhores práticas?
  • Como entregar sucesso para o seu cliente e reduzir a inadimplência.
  • Como fazer reajuste de contratos, assinaturas e mensalidades.
  • As principais métricas de negócios recorrentes.
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[E-book] Guia para vender SaaS com excelência

Qual o melhor modelo para vender software (SaaS)? Devo usar inbound ou outbound marketing? Como contratar, treinar e estruturar um processo de vendas? Como fazer o acompanhamento e coaching da equipe de vendas?

Em parceria com a Outbound Marketing, lançamos o Guia para vender SaaS com excelência.

Resumimos as melhores práticas e processos para que qualquer profissional sem muita experiência em vendas consiga desenvolver uma verdadeira máquina de vendas.

 

[Webinar] Como se destacar no modelo de assinaturas – um framework operacional

Você sabe quais pontos devem ser observados na operação de uma empresa de software com modelo de assinaturas? Pensando nisso, eu e o Gustavo Broilo, gestor de vendas para tecnologia da Resultados Digitais, conversamos em um webinar no qual falamos sobre atração e conversão, vendas, customer success, métricas, preços e gestão.

Gustavo Broilo, Gestor de Vendas para tecnologia na Resultados Digitais e Carlos Eduardo Moura, Diretor de Crescimento do Superlógica

Clique aqui para assistir ao webinar Como se destacar no modelo de assinaturas – um framework operacional.

5 passos para montar uma estratégia de vendas perfeita

Vendas, igual a áreas como TI, finanças ou RH, é uma ciência. Não existe mistério para conseguir resultados consistentes em sua estratégia de vendas e é isso que vamos explicar nesse texto.

Mas, antes, vamos contextualizar os modelos comerciais mais utilizados no Brasil. Temos, atualmente, a venda ativa e também a passiva.

A segunda, bem mais famosa, é o Inbound Marketing. Já utilizado com sucesso por grandes startups como a Rock Content e Resultados Digitais, ela se baseia na produção de conteúdo relevante para educação do público-alvo, montagem de fluxos de nutrição, divulgação em mídias sociais (sem contar Facebook Ads, que é interruptivo, tal qual o Adwords), dentre outras ações que levam o usuário a cadastrar o e-mail, convertendo-se assim em um lead, de forma permissiva.

Por ter um viés menos agressivo, o Inbound passou a ser adotado por grande parte das empresas. Mas, além de não ser a única forma eficiente de vender, a maioria das empresas que o estrutura acaba enfrentando um problema: como montar um time de atendimento eficiente?

E para dificultar ainda mais a nossa vida, ainda existe uma segunda pergunta que deve ser respondida: o Inbound Marketing é realmente a melhor forma de vender os meus produtos/serviços?

Para essa e outras perguntas é que estamos aqui. Se quiser aprender mais sobre estratégia de vendas, é só continuar lendo o artigo!

Estratégia de vendas: estruture a sua em 5 passos

O caminho para conseguir sucesso em vendas é utilizar bastante informação do mercado e não basear suas decisões apenas no feeling. Por mais que nossa percepção muitas vezes esteja correta, nós iremos sentir no bolso quando ela estiver errada.

E, pior que isso, é que normalmente quando ocorre um problema em nossa decisão instintiva, não sabemos como corrigi-lo, uma vez que não houve forte embasamento teórico na hora de agir.

Por isso, antes de falar dos 5 passos para estruturar uma estratégia de vendas de sucesso, vamos listar dois pontos essenciais para começar a pensar em ganhar dinheiro:

  • Definir as personas corretas;
  • Não contrate apenas comunicadores para vender.

Dito isso, vamos para as dicas?

1º passo: escolha o processo para sua empresa

Como já disse, o ideal é escolher qual a melhor forma de vender de acordo com o seu negócio.

O Outbound, por exemplo, possui aderência com empresas que possuem um ticket médio elevado e soluções muito complexas.

Já o Inbound é ideal para cenários nos quais o ticket médio é intermediário e a solução não é extremamente complexa.

E, em alguns casos, ambos podem trabalhar em conjunto, ainda mais em empresas que trabalham ofertando mais de uma solução para o mercado.

2º passo: segmente o seu processo

Agora que você já verificou qual é o modelo ideal para o seu cenário, está na hora de definir quais cargos existirão no seu processo comercial.

Esse é um dos momentos mais críticos na hora de montar uma estratégia de vendas. Sabemos que um vendedor realizando todas as etapas em um processo não é algo muito eficiente (a não ser que você esteja tentando fechar um contrato de milhões de dólares).

Então, é necessário escolher como o seu processo será segmentado. Ele pode ser definido em inteligência comercial, prospecção, qualificação e fechamento.

Em alguns casos nos quais o cenário é menos complexo, a segmentação pode ser entre Hunter (responsável por gerar leads e prospectá-los no Outbound) e Closer (atendimento Inbound e fechamento de novos negócios).

Pense bem antes de segmentar o seu processo. Pode não ser tão simples quanto parece.

3º passo: defina quais metodologias serão utilizadas

Para uma estratégia de vendas atingir o sucesso, é necessário escolher a melhor metodologia para negociação e qualificação.

Atualmente existem vários métodos e frameworks utilizados. Dentre eles temos o SPIN e GPCTBA C&I despontando como os principais.

Enquanto o primeiro é famoso mundialmente e amplamente utilizado em vendas consultivas, o segundo é a evolução do BANT (Budget – Authority – Necessity – Timeline).

O GPCTBA C&I consiste em:

  • G – Objetivo;
  • P – Planejamento;
  • C – Desafio;
  • T – Geração de urgência;
  • B – Orçamento;
  • A – Autoridade;
  • C – Consequências negativas;
  • I – Implicações positivas.

Levantando todos esses pontos, qualificar e fechar um negócio com qualidade é muito mais fácil.

Então, lembre-se: monte um checklist com o GPCTBA C&I e utilize as perguntas do SPIN para chegar até ele. Vai facilitar e muito a sua venda!

4º passo: faça coaching com o seu time

Toda equipe precisa de motivação para evoluir. Mas a forma certa de motivar equipes não é apenas falar “você é bom” ou “melhore”.

O ideal, conforme fala Mark Roberge, é pautar todo feedback em dados. O gestor deve colocar em sua estratégia quais indicadores utilizará para definir o sucesso de cada um dos membros do time.

A partir desses dados, ele vai avaliar como está o trabalho para então passar o feedback ideal.

Com esse modelo de coaching, a estratégia de vendas passará a ter um fator motivacional, o que normalmente mantém o desempenho do time bom em épocas de dificuldade.

5º passo: comissione da forma correta

Toda estratégia comercial de sucesso necessita de uma remuneração variável efetiva. Não adianta ter os melhores profissionais, metodologia, coaching e processo, se o time não tem uma compensação financeira que faça o trabalho valer a pena.

E a comissão deve alinhar o objetivo da empresa com o do vendedor.  Então, além de definir um valor que pelo menos dobre o salário-base do colaborador, ela deve estar atrelada ao churn.

Logo, sempre que um cliente sair da base antes do tempo determinado pelo gestor comercial, esse valor é descontado da comissão futura do vendedor.

Só os 5 passos me levarão ao sucesso?

Você percebeu que é necessário muito conhecimento para estruturar uma estratégia de vendas de sucesso, certo?

Não basta ter as melhores ferramentas ou vendedores de alto rendimento. É necessário planejar todas as suas ações de forma a conseguir o máximo rendimento dentro do seu mercado, lidando com fatores sazonais, por exemplo.

Lembre-se também de não ser afetado pelo efeito manada. O Outbound Marketing, como já dissemos, pode ser trabalhado em conjunto com o Inbound de forma extremamente eficiente e barata.

Se quiser aprender mais sobre o tema, confira nosso texto sobre O que é Outbound Marketing.

Agora, se você já entendeu o que é Outbound Marketing e como funciona o atendimento em Inbound, e tem interesse em estruturar o seu time de forma correta, dê uma conferida no nosso e-book sobre montagem de um time comercial!

Espero ter ajudado você a vender ainda mais!

Escrito por Renato Ferreira, responsável pela implementação e otimização dos processos de SDR, Inteligência Comercial e o Road Map to Close na Samba Tech. Atuou na TAO Sales, startup selecionada para a 1ª turma do SEED e, atualmente, Partner da Outbound Marketing.